As promessas são muitas, mas quais os cuidados a ter?

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As propriedades afrodisíacas da molécula de flibanserin foram descobertas acidentalmente ao ser testada como antidepressivo.

  • O Viagra feminino não existe como produto aprovado pela Agência Europeia do Medicamento.
  • Alguns websites vendem suplementos ditos “naturais” para a libido feminina sem qualquer comprovação científica.
  • A Direção-Geral da Saúde alerta para os riscos de comprar medicamentos fora do circuito farmacêutico legal.
  • Produtos à base de plantas como o ginseng ou a maca têm evidência limitada e podem interagir com outros fármacos.
  • A testosterona em doses baixas é por vezes usada off-label em mulheres pós-menopáusicas com desejo hipoativo, sob vigilância médica.
  • Em Portugal, a testosterona para mulheres não está aprovada, sendo manipulada em farmácias apenas com receita médica.
  • O acompanhamento psicológico é frequentemente mais eficaz do que qualquer comprimido para as queixas de desejo.
  • A qualidade da relação e a comunicação com o parceiro são fatores determinantes da satisfação sexual feminina.

O mesmo aconteceu com o como comprar viagra feminino Viagra (masculino), que estava destinado a ser um medicamento para combater a hipertensão.

Substância Mecanismo de ação Fase de desenvolvimento Resultados preliminares
Flibanserina Modulador da serotonina e dopamina Aprovado em alguns países Aumento ligeiro do desejo em mulheres na pré-menopausa
Bremelanotida Ativador do recetor da melanocortina Aprovado nos EUA e Europa Melhoria do desejo com administração subcutânea
Sildenafil tópico Vasodilatação local Ensaios clínicos fase II Possível aumento da lubrificação e sensibilidade
Testosterona transdérmica Reposição hormonal Uso off-label em alguns contextos Eficaz em mulheres pós-menopáusicas com défice androgénico
Ocitocina intranasal Neuromodulador do vínculo e excitação Investigação experimental Dados limitados mas promissores

A psicóloga Leonore Tiefer, da Universidade de Nova York e membro do Comitê de Consultas da FDA em 2010, explicou, naquele momento, que uma pílula desse tipo corria o risco de decepcionar um grande número de mulheres. Para ela, a complexidade emocional da sexualidade feminina e os problemas derivados dessa condição não têm, com frequência, causas médicas.

Fármaco Efeito secundário Frequência Gravidade
Flibanserina Sonolência diurna Muito comum Ligeira a moderada
Flibanserina Hipotensão com álcool Rara Grave
Bremelanotida Náuseas Muito comum Ligeira a moderada
Bremelanotida Rubor facial Comum Ligeira
Sildenafil tópico Irritação local Comum Ligeira

Vários grandes laboratórios então interessados em desenvolver o “viagra feminino” abandonaram suas pesquisas, como o americano Pfizer, que desistiu dos testes clínicos em 2004. Nesse ano, um comitê de consulta da FDA recomendou a rejeição de um adesivo de pele com testosterona para mulheres, da Procter and Gamble. Em 2011, um gel de testosterona para mulheres de BioSante também fracassou nos testes.

  • O aumento do fluxo sanguíneo genital provocado pelo sildenafil não se traduz automaticamente em melhoria do desejo sexual feminino.
  • A excitação fisiológica e o desejo subjetivo são processos distintos, e o Viagra atua sobretudo no primeiro.
  • Em mulheres pós-menopáusicas com perturbação da excitação, alguns ensaios mostraram resultados modestos e inconsistentes.
  • As perturbações sexuais femininas têm frequentemente causas psicológicas, relacionais ou hormonais que o Viagra não trata.
  • A lubrificação vaginal insuficiente pode melhorar com estrogénios tópicos, não com sildenafil oral.
  • O uso experimental em mulheres deve ser sempre acompanhado por um médico com experiência em medicina sexual.
  • Não existem em Portugal formulações de Viagra especificamente destinadas ao público feminino.

Alguns remédios para aumentar a libido feminina são o flibanserin, testosterona, DHEA, além de suplementos naturais, como tribulus terrestris, maca peruana, ginseng e ginkgo biloba. A libido feminina pode diminuir por alterações hormonais, uso de medicamentos com estrogênio, menopausa ou pelo transtorno do desejo sexual hipoativo, que é a diminuição ou ausência de desejo sexual sem uma causa aparente no mínimo de 6 meses.

Principais remédios para aumentar a libido feminina

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O medicamento que gera controvérsia

A agência que regulamenta alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, a Food and Drugs Administration (FDA), aprovou, esta terça-feira, um medicamento conhecido como o "viagra feminino". O medicamento flibanserin tem o objetivo de tratar a falta de desejo sexual nas mulheres. O "viagra feminino" é o primeiro medicamento destinado a aumentar a libido da mulher. A comissão da Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA) debateu por várias vezes a viabilização do fármaco. Duas tentativas anteriores (em 2010 e 2013) fracassaram depois de os especialistas terem considerado que os resultados sobre a efetividade do medicamento não eram convincentes.

5. Maca peruana

Agora, a FDA seguiu as recomendações de um comité consultivo de peritos que voltou em junho a recomendar a comercialização do medicamento. As mulheres que tomaram Flibanserin relataram, em média, 4,4 encontros sexuais satisfatórios por mês, contra 3,7 das que tomaram um placebo (medicamento ministrado com fins sugestivos). Um painel de especialistas recomendou aos reguladores americanos a aprovação do flibanserin, a primeira droga para estimular a libido feminina, desde que medidas adicionais sejam tomadas para garantir a segurança da medicação. A FDA (em inglês), agência que regula o setor de remédios e alimentos nos Estados Unidos, já havia rejeitado esse medicamento duas vezes, alegando que sua eficácia foi muito modesta em comparação ao placebo. Embora a agência não seja obrigada a seguir os conselhos do painel, costuma fazê-lo com frequência. Conheça outras causas da falta de libido. O tratamento com o uso de remédios ou suplementos deve ser orientado pelo ginecologista após avaliação dos níveis hormonais da mulher. No entanto, ter uma alimentação saudável, dormir bem e praticar exercícios pode ajudar a aumentar a libido feminina. Os principais remédios para aumentar a libido feminina são: O flibanserin é um remédio indicado para aumentar a libido feminina no caso de transtorno do desejo sexual hipoativo na pré-menopausa, que é a diminuição ou ausência de desejos sexuais por no mínimo de 6 meses sem uma causa aparente.

Produto Dosagem Quantidade + Bónus Preço
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Viagra Soft Tabs100mg120 + 8 comprimidos232.21€ 221.15€
Viagra Genérico200mg60 + 4 comprimidos125.19€ 119.23€
Viagra Super Active100mg20 + 4 comprimidos48.05€ 45.76€
Viagra Genérico50mg360 + 10 comprimidos225.33€ 214.60€
Viagra Soft Tabs100mg20 comprimidos62.99€ 59.99€
Viagra Genérico50mg180 + 8 comprimidos158.82€ 151.26€
Viagra Original100mg64 + 4 comprimidos264.15€ 251.57€
Viagra Super Active100mg10 comprimidos28.76€ 27.39€
Viagra Genérico150mg120 + 8 comprimidos177.58€ 169.12€
Viagra Original100mg4 comprimidos40.94€ 38.99€
Viagra Genérico100mg10 comprimidos28.91€ 27.53€

Conhecido como viagra feminino, o flibanserin age regulando os níveis de neurotransmissores no cérebro, como a serotonina e a dopamina, aumentando assim a libido feminina. Entenda melhor para que serve o flibanserin.

Sertralina: para que serve, como usar e efeitos colaterais

Prause acredita que, a essa altura, a indústria farmacêutica tenha desistido de procurar uma pílula que resolva os problemas sexuais das mulheres. "O que tenho visto são startups tocadas individualmente por alguns cientistas com ideias mais inovadoras." A sua startup, a Liberos, ainda realiza pesquisas, mas recentemente a cientista voltou à UCLA. Da última vez em que esteve ligada à universidade, em meados dos anos 2010, ela começou a enfrentar dificuldade para continuar seus experimentos em psicofisiologia sexual quando um "senhor" que tinha bastante poder sobre a política de financiamento de pesquisa na instituição "parecia realmente incomodado" com o que ela se propunha a investigar. "Eu sempre amei a universidade, a ideia de ser cientista, de descobrir conhecimento - isso sempre teve mais apelo pra mim do que o mercado. Ele se aposentou, eu voltei", ela conta.

Qual o efeito do flibanserin?

Desta vez, ela tentou se colocar numa posição que considera mais segura. Está no departamento de Medicina, focada em áreas ligadas à sexualidade feminina, mas agora como estatística. "Eu brinco que ninguém precisa de um sexólogo, mas todo mundo precisa de um estatístico…" Depois de trabalhar com a pesquisa do viagra, Boolell se afastou dos testes clínicos relacionados à sexualidade. Passou por outras farmacêuticas na Suíça, França e Estados Unidos, mas em setores ligados às cardiopatias e à diabetes, suas áreas de expertise. No fim da conversa por telefone, a reportagem pergunta se ele acha que uma droga vai algum dia resolver os problemas sexuais das mulheres.

3. DHEA

"Seria triste se fosse uma pílula, né? Acho que somos mais do que isso." "As pessoas hoje querem uma pílula para tudo - para perder peso, resolver seus problemas sexuais. Mas o corpo é muito mais do que isso. Nós somos resultado de milhões de anos de evolução. O corpo humano é uma máquina incrível - e acreditar que uma pílula pode resolver todos os problemas é uma visão acanhada." Sabia que a BBC está também no Telegram? O tratamento com flibanserin deve ser orientado pelo ginecologista após avaliação do estado de saúde da mulher e geralmente é recomendado o uso de 1 comprimido por dia. O flibanserin não deve ser usado por mulheres que estejam grávidas ou amamentando, ou que tenham alergia a qualquer componente da fórmula, além de problemas no fígado.

  • Em Portugal, a disfunção sexual feminina afeta cerca de 40% das mulheres em algum momento da vida.
  • As queixas mais comuns são falta de desejo, dificuldade de excitação, dor durante a relação e dificuldade em atingir o orgasmo.
  • O vaginismo e a dispareunia são causas frequentes de dor sexual e exigem avaliação ginecológica especializada.
  • A menopausa cirúrgica ou natural pode reduzir os níveis de estrogénio e testosterona, afetando a resposta sexual.
  • Doenças crónicas como diabetes, hipertensão e depressão estão associadas a maior prevalência de disfunção sexual feminina.
  • O consumo excessivo de álcool e o tabagismo prejudicam a circulação e a função sexual também nas mulheres.
  • O stress, a fadiga e a privação de sono são fatores frequentemente subestimados nas queixas de baixo desejo.

A testosterona é um hormônio que pode ser indicado pelo ginecologista ou endocrinologista no caso de transtorno do desejo sexual hipoativo, que é caracterizado pela redução ou ausência de desejo sexual por no mínimo de 6 meses.

Abordagem Estado atual Potencial benefício Desafio principal
Formulações tópicas de vasodilatadores Ensaios clínicos em curso Menos efeitos sistémicos Comprovar eficácia consistente
Moduladores do recetor da oxitocina Investigação pré-clínica Melhoria da ligação emocional e excitação Segurança a longo prazo
Terapias combinadas personalizadas Estudos observacionais Abordar desejo, excitação e dor em conjunto Complexidade de prescrição
Estimulação elétrica não invasiva Protótipos em desenvolvimento Alternativa sem fármacos Aceitação e custo
Fármacos com ação no sistema dopaminérgico Fase inicial Possível aumento rápido do desejo Risco de dependência

Os níveis de testosterona na mulher podem estar baixos por alguns fatores como envelhecimento, ausência de ovários ou o uso de medicamentos com estrogênio, que podem levar a sintomas como perda da libido e secura vaginal, por exemplo. O médico pode recomendar a testosterona em forma de gel ou cremes, comprimidos ou injeções. O uso da testosterona pode causar efeitos colaterais como acne, queda de cabelo e engrossamento da voz.

Se não uma pílula, o que então?

Na época, a agência americana alegou que a reduzida diferença de eficácia do flibanserin com o placebo não justificava os riscos implícitos no consumo do medicamento. Nessa terceira tentativa, o Sprout Pharmaceuticals apresentou novos dados, incluindo um estudo que mostra que esse remédio não afeta a capacidade das mulheres para dirigir um automóvel, por exemplo. Segundo documentos disponíveis na página da FDA na Internet sobre um teste clínico, as mulheres que tomaram flibanserin relataram ter tido, em média, 4,4 experiências sexuais satisfatórias em um mês, contra 3,7 no grupo que consumiu o placebo. Antes do início do estudo, essa média era de 2,7. Segundo vários estudos médicos, pelo menos 40% das mulheres apresentariam diferentes graus de hipoatividade sexual. Veja os efeitos da testosterona na mulher. O DHEA é um dos hormônios mais abundantes do corpo, e a sua suplementação pode ser indicada quando seus níveis estão baixos, o que pode ocorrer na menopausa.

  • O custo do sildenafil em Portugal varia entre 5 e 15 euros por caixa, dependendo da dosagem e do número de comprimidos.
  • Não há comparticipação do Serviço Nacional de Saúde para o sildenafil usado na disfunção erétil masculina.
  • No caso raro de uso feminino off-label, o custo é integralmente suportado pela utente.
  • As dosagens estudadas em mulheres variaram entre 25 mg e 100 mg, sem consenso sobre a dose ideal.
  • Os efeitos adversos são dose-dependentes e mais frequentes com 100 mg.
  • Não se recomenda ultrapassar uma toma diária, independentemente do sexo.
  • O sildenafil deve ser tomado cerca de uma hora antes da atividade sexual, de preferência sem refeições pesadas.

O uso de suplementos de DHEA pode ser indicado pelo endocrinologista após avaliação dos níveis hormonais da mulher, sendo utilizado como uma reposição hormonal natural para melhorar a libido, a atrofia vaginal e aumentar a energia da mulher, por exemplo.

Viagra masculino: uma descoberta acidental

Agora, a comissão de especialistas votou, por 18 a 6, a favor da entrada do “viagra feminino”, do laboratório americano Sprout Pharmaceuticals, no mercado. Entre as preocupações dos que votaram contra, estão as interações negativas com o álcool, os riscos de desmaio, sonolência, pressão baixa, enjoos e a ausência de dados sobre os efeitos do uso do medicamento em longo prazo. A maioria afirmou, porém, que a aprovação do flibanserin dará pela primeira vez uma alternativa às mulheres com baixo interesse sexual. Eles ressaltam que, além de se especificar as contraindicações na bula, é necessário orientar os médicos e continuar os estudos, mesmo após a comercialização. A recomendação favorável ao flibanserin acontece após meses de pressão do fabricante desse tratamento, destinado a mulheres que não chegaram à menopausa, mas apresentam baixo desejo sexual.

7. Ginkgo biloba

O caso provocou polêmica, e grupos feministas lançaram abaixo-assinados pela aprovação do medicamento. Em um deles, o grupo Even The Score acusou a FDA de sexismo por ter rejeitado o flibanserin duas vezes, enquanto o Viagra já era vendido desde 1998 para tratar a disfunção sexual masculina. Em 2010, a FDA rejeitou uma primeira solicitação. Logo depois, o flibanserin foi vendido por seu desenvolvedor inicial, o laboratório alemão Boehringer Ingelheim, para o Sprout Pharmaceuticals. Após levar em consideração várias deficiências apontadas pela FDA, o Sprout apresentou uma nova fórmula em 2013, novamente rejeitada. A suplementação de DHEA não é recomendada para mulheres com histórico de câncer de mama ou ovário ou que façam uso de remédios, como tamoxifeno, anastrozol e letrozol, pois podem diminuir seus efeitos.